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Cirurgia da Mão

A especialidade em Cirurgia da Mão trata os pacientes com lesões de nervos periféricos de forma geral, mas com foco principal para o membro superior; assim como lesões de tendões e vasos nessa região do corpo humano. Também, atende ferimentos e fraturas no membro superior.

A especialidade utiliza técnicas microcirúrgicas para reimplantes e cobertura de perdas de substância em grandes ferimentos. O especialista está apto a tratar problemas médicos não traumáticos que envolvam o membro superior.

Saiba Mais:

Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão

www.cirurgiadamao.org.br

Associação Médica Brasileira

www.amb.org.br

Essa especialidade atua com procedimentos da Cirurgia Plástica e da Ortopedia e Traumatologia.

Exemplos de situações tratadas por médicos que trabalham nesta especialidade:

Síndrome do Túnel do Carpo

Trata-se de compressão do nervo mediano em sua passagem no pulso ao dirigir-se para a palma da mão. A compressão externa do nervo mediano provoca diminuição de seu suprimento sanguíneo que, como conseqüência, leva ao formigamento nos dedos médio, indicador e polegar. Essa compressão é a causa da dor que acompanha a sensação de dormência.

Causas

As dores provocadas pela pressão sobre a região do túnel do carpo, composta pelos ossos do carpo e por um tubo por onde passam os tendões que fecham os dedos e o nervo mediano, se dão pelo aumento do volume ou da pressão interna deste tubo (túnel). Neste caso, a circulação do nervo mediano é prejudicada e ocorrem as alterações citadas acima. O aumento de volume pode ocorrer pela retenção de líquidos, cistos sinoviais que penetram o túnel e por inflamações causadas por reumatismos. Ocorrem retenções de líquidos, por exemplo, no hipotireoidismo e na gravidez. No reumatismo há sinovite (inflamação da sinovial, tecido que reveste a parte interior das articulações) que torna essa membrana mais espessa. Logo, aumenta a pressão interna do túnel.

Tratamento

O tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo passa pela tentativa de se descobrir a causa da compressão, buscamos doenças que afetem o corpo como um todo (doenças sistêmicas) em que a apresentação inicial poderá ser na forma desta síndrome. Entretanto, é importante salientar que na maioria das vezes não se consegue estabelecer a sua causa, mas isto não altera a condução do tratamento. Na fase inicial do problema, o tratamento é sem cirurgia; há imobilização com talas, prescrição de analgésicos e antiinflamatórios e indicação de medidas fisioterápicas. Quando a Síndrome do Túnel do Carpo é crônica ou não cede com as medidas clínicas, a cirurgia é indicada.

Tenossinovite de Quervain

A tenossinovite (inflamação do tendão) que envolve os tendões que vão para a base do polegar, leva o nome do médico suíço que a descreveu. Os indivíduos que apresentam esse problema de saúde referem dor intensa no trajeto dos tendões que passam na extremidade do rádio (osso do antebraço) e na base do polegar. A dor se intensifica nos movimentos do polegar e do punho.

Causas

A inflamação da bainha dos tendões deve-se a alterações da anatomia pela presença de um número maior de tendões (variação anatômica), presença de um septo, situações que deixam o espaço de deslizamento menor. Também, os reumatismos que venham a alterar a bainha que mantém os tendões perto do osso.

Tratamento

A Tenossinovite de Quervain deve ser tratada na fase inicial com imobilização, analgésicos e antiinflamatórios, seguidos de medidas fisioterápicas. Quando ela é rebelde ao tratamento e não cede com fisioterapia, ou mesmo em pacientes nos quais a dor for muito intensa na fase inicial, é indicada de forma associada a infiltração de anestésico acompanhado de uma pequena dose de cortisona.

Na maioria das vezes o paciente melhora. Porém, quando essa inflamação não cede é indicado o tratamento cirúrgico, com grandes índices de sucesso

Dedo em gatilho

É um o bloqueio do movimento de flexão dos dedos, que trava o dedo e sob um esforço adicional solta com um estalido; isso lembra um revólver sendo engatilhado, daí o nome. O dedo em gatilho ocorre com maior frequência no dedo anular.

Causas

Ela é causada por estreitamento da bainha dos tendões flexores ou pela formação de nódulos nos tendões. Pode ter relação com reumatismos e ser a apresentação inicial da doença.

Tratamento

O dedo em gatilho em fase inicial pode ser tratado com infiltração seguida de fisioterapia. Quando não há melhora ou há cronicidade, é indicado o tratamento cirúrgico.

Moléstia de Dupuytren

Caracteriza-se com uma doença da fáscia palmar, que é uma lâmina fibrosa que se localiza abaixo da pele da palma das mãos. É uma estrutura que se prende à pele e aos planos mais profundos da mão e com isto, impede que a pele deslize para os lados quando pegamos objetos. Entretanto, esta estrutura pode se alterar e formar nódulos e cordões, que gradativamente retraem e enrugam a pele aderente a ela, provocando deformidade nos dedos. Esses nódulos e cordões podem aparecer em qualquer dedo e mesmo no polegar, mas ocorrem em maior frequência nos dedos anular e mínimo.

Causas

A origem tem características genéticas, sendo que, em nosso meio é mais comum em descendentes de europeus: italianos, portugueses, espanhóis, ingleses e nórdicos. Especula-se ligação com os celtas, com as suas heranças genéticas espalhadas no mundo pelas andanças de vikings. Tal teoria se deve à incidência maior em regiões por onde eles andaram com seus barcos, espalhando genes roubados de mulheres celtas raptadas. Pode surgir espontaneamente e após traumas na mão. Inicialmente encontramos nódulos, e com o passar do tempo, os cordões, que são palpáveis e localizados abaixo da pele. A evolução é variável: pode haver progressão rápida com retração dos dedos dos raios envolvidos na mão ou persistir por anos na forma original, sem alterações nos dedos.

Tratamento

O tratamento é observação e controle da evolução. Quando a doença progride ou o paciente já apresenta comprometimento articular, indicamos o tratamento cirúrgico. Uma regra simples demonstra a indicação para operação: o médico solicita que o paciente coloque a mão espalmada sobre a mesa, se ainda conseguir apoiar os dedos e a palma sobre a mesa, segue-se observando, mas em caso contrário, a orientação é tratamento cirúrgico. É importante salientar que ao ocorrer retração dos dedos pela doença, o quanto antes for corrigido o problema, melhor será o prognóstico funcional.

Pseudartrose do escafóide

É a falha da consolidação de uma fratura do escafóide, um osso do punho, importante para a estabilidade e para os movimentos normais.

Causas

A pseudartrose do escafóide se instala quando falha a consolidação do osso, mesmo quando a fratura é tratada de forma adequada. Entretanto, na maioria das vezes ela ocorre pela falta de diagnóstico e tratamento adequados. Muitas vezes as pessoas desenvolvem a pseudartrose do escafóide por não procurarem auxílio médico adequado, ao subestimar a lesão. Isso ocorre porque a dor após o acidente, frequentemente, some em três ou quatro dias e o punho só volta a doer alguns meses depois, quando se instalou a pseudartrose.

Tratamento

O melhor tratamento é a prevenção. É importante que a fratura seja diagnosticada o mais rápido possível, preferencialmente, no primeiro mês do acidente e que ela receba o tratamento adequado. Contudo, se houver uma pseudartrose do escafóide o tratamento indicado é cirúrgico.

Hospital Mãe de Deus

Gestor Médico

  • Dr. Nelson Mattioli Leite
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