Caracteriza-se com uma doença da fáscia palmar, que é uma lâmina fibrosa que se localiza abaixo da pele da palma das mãos. É uma estrutura que se prende à pele e aos planos mais profundos da mão e com isto, impede que a pele deslize para os lados quando pegamos objetos. Entretanto, esta estrutura pode se alterar e formar nódulos e cordões, que gradativamente retraem e enrugam a pele aderente a ela, provocando deformidade nos dedos. Esses nódulos e cordões podem aparecer em qualquer dedo e mesmo no polegar, mas ocorrem em maior frequência nos dedos anular e mínimo.
Causas
A origem tem características genéticas, sendo que, em nosso meio é mais comum em descendentes de europeus: italianos, portugueses, espanhóis, ingleses e nórdicos. Especula-se ligação com os celtas, com as suas heranças genéticas espalhadas no mundo pelas andanças de vikings. Tal teoria se deve à incidência maior em regiões por onde eles andaram com seus barcos, espalhando genes roubados de mulheres celtas raptadas. Pode surgir espontaneamente e após traumas na mão. Inicialmente encontramos nódulos, e com o passar do tempo, os cordões, que são palpáveis e localizados abaixo da pele. A evolução é variável: pode haver progressão rápida com retração dos dedos dos raios envolvidos na mão ou persistir por anos na forma original, sem alterações nos dedos.
Tratamento
O tratamento é observação e controle da evolução. Quando a doença progride ou o paciente já apresenta comprometimento articular, indicamos o tratamento cirúrgico. Uma regra simples demonstra a indicação para operação: o médico solicita que o paciente coloque a mão espalmada sobre a mesa, se ainda conseguir apoiar os dedos e a palma sobre a mesa, segue-se observando, mas em caso contrário, a orientação é tratamento cirúrgico. É importante salientar que ao ocorrer retração dos dedos pela doença, o quanto antes for corrigido o problema, melhor será o prognóstico funcional.